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Aldeias de Aboboreira

  • Roteiro das Aldeias do Baixo TâmegaS
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Latitude
41.26963569999999
Longitude
-8.082648800000015

A Serra da Aboboreira assume-se como um acidente orográfico granítico que faz a transição para o Marão e Trás-os-Montes. A Este e Norte temos o Vale do Tâmega. A Sul o Vale do Rio Douro. A Poente o imenso Marão.

A Serra da Aboboreira assume-se como um acidente orográfico granítico que faz a transição para o Marão e Trás-os-Montes. A Este e Norte temos o Vale do Tâmega. A Sul o Vale do Rio Douro. A Poente o imenso Marão.

A Aboboreira é uma serra em cujo planalto se vive e sempre se viveu desde remotas eras com muita qualidade. Os solos planálticos são férteis e de clima ameno, pontuados por aldeias antigas. Aqui criam-se animais vários, cavalos, burros, ovelhas, cabras, porcos e vacas da raça Maronesa.

Este gado bovino é famoso pela sua carne certificada e simplesmente deliciosa. Noutros tempos, não muito distantes, os maroneses eram os bois que se utilizavam no amanho das vinhas do Douro e desta região, sendo por aqui criados e vendidos na Feira do Marco de Canaveses. Ainda agora em visita a esta Serra, podemos com frequência deparar com carros de bois atrelando uma junta de vacas maronesas. As pastagens, denominadas de lameiros, por tão ricas que são alimentam um grande número de efectivos pecuários e estão sempre bem cuidadas.

As Aldeias que aqui nos vamos referir, estão vivas, com muita gente jovem, normalmente bem cuidadas.
Contrariamente às zonas rurais dos Vales do Tâmega e Douro, com dispersão de casario, o povoamento é concentrado nestes aglomerados.

Na maior parte deles a modernização não se deu nem por substituição das casas antigas por novas nem por construções modernas dentro dos núcleos históricos.

As casas e outros edifícios são construídos em granito tosco ou aparelhado e cobertas por telhas cerâmicas. Outrora o colmo e a lousa seriam materiais usados nos telhados. As casas de habitação têm normalmente dois pisos, em que o térreo é utilitário e o superior habitacional. Pequenas fenestrações ilustram as singelas fachadas. Os muros são construídos também em alvenaria de granito, pedras sobrepostas com a sapiência gerada por gerações de agricultores-construtores desde os tempos castrejos.

Assim temos os aglomerados envoltos por lameiros e campos de cultura imersos numa vasta área de pastagens naturais comunitárias.
De onde em onde existem importantes manchas florestais com espécies autóctones, carvalhais e soutos na sua maior parte.

A Água, essência da vida, brota com profusão de inúmeros locais.
Pura, pois a agricultura daqui não polui com pesticidas e fertilizantes.

Para além destes atractivos, a Serra da Aboboreira conta com um grande número de vestígios arqueológicos, com predomínio para as antas famosas no país e estrangeiro. Descubra-os seguindo a sinalização.

Os passeios pedestres não estão sinalizados mas existem inúmeras possibilidades de os fazer a partir das várias aldeias e seguindo trilhos marcados na Carta Militar, ou mesmo no caminho da descoberta espontânea. Existe um centro hípico perto de Baião onde poderá combinar passeios a cavalo pela Serra.

O percurso que recomendamos, segue um traçado por 11 aldeias mais características e planálticas.
Não queremos com isto dizer que se esgotam as possibilidades de visita, antes pelo contrário, se o viajante pegar na carta militar 1/25.000, poder-se-á orientar para outros locais e deparar-se com mais núcleos antigos nas encostas da Serra.

Recomendamos o uso da Carta Militar 1/25.000 e viaturas 4X4 ou elevadas em relação ao solo.
Muitas aldeias têm acessos de boa qualidade, podem ser visitadas por qualquer carro, mas o contexto de unidade histórico-cultural só se tem quando se faz este percurso recomendado ou um muito semelhante.

Para comer leve consigo o que necessita ou então vá a Baião, Marco de Canaveses ou Amarante.
Também há alguns restaurantes ao longo da Estrada Nacional 101.

Leve boa disposição e vontade de contactar com os habitantes locais, simpáticos e predispostos a longas conversas bem informativas sobre a vida nestas aprazíveis paragens.

O Percurso
A duração deste percurso pelas aldeias da Aboboreira poderá variar de acordo com a minúcia de observação do visitante e das actividades de ar-livre que praticar.
Num dia, começando bem cedo, é possível percorrer estas aldeias, sendo dois o número certo para levar consigo uma experiência mais vivida.

Comece por Baião, abasteça-se do que vai necessitar e dê uma volta pela sede de concelho.
Do centro siga para a nova zona industrial, passe-a e logo de seguida corte à sua direita para a Serra. Inicia-se o percurso em estradões de terra em bom estado de conservação.

Depois do centro hípico corte à esquerda continuando a subir o monte.

Chega a Currais, pequeno aglomerado onde pode ver construções tradicionais antigas e nascentes de água. Veja um belo conjunto formado por espigueiro, eira e sequeira mesmo antes do aglomerado do seu lado esquerdo.

Daqui siga para Almofrela, aglomerado de maiores proporções, com capela, adro, e um belo casario granítico como todos nesta Serra. Observe os lameiros e campos que descem desta aldeia.

Continue em direcção à aldeia de Aboboreira. Cerca de dois Km depois corte à esquerda antes dessa aldeia e dirija-se a Venda da Giesta.

Vale a pena observar o núcleo antigo construído com cantaria de granito, onde se podem observar as tradicionais escadarias em pedra, colocadas lateralmente às habitações e sem qualquer guarda ou corrimão. Próximo fica uma antiga capela.

Volte pela mesma estrada para trás, subindo de novo o monte. Corte à esquerda no cimo e siga para Aboboreira.

No sopé de uma pequena elevação fica o antigo aglomerado de Aboboreira. Veja as casas, as vacas, fale com os habitantes e passeie a pé.

De Aboboreira siga para Aldeia Velha a Norte.

Começará a descer para uma região também planáltica.

Depara-se com Aldeia Velha.

Esta aldeia tem muitos edifícios tradicionais, espigueiros, capela, casario belíssimo, moinhos de água de rodízio e uma grande vocação para a criação de gado bovino maronês, ovino e caprino. Os campos circundam a aldeia e atestam a fertilidade dos solos pelo verde denso que os cobre. Pare, ouça as nascentes de água, visite a aldeia e passeie a pé pelos campos.

Daqui siga Castelo passando pelo curioso aglomerado de Pé Redondo.

Antes de chegar a Castelo já o começa a ver elevando-se na meiaencosta na vertente nascente da Serra.

É um aglomerado construído torneando um monte de antiquíssima ocupação humana.
Casario ao longo de apertadas ruas até ao topo encimado pela capela.
Pare, passeia a pé pelo lugar e fotografe as vistas para o Marão a Este e Aboboreira a Oeste.

De Castelo siga para Carvalho de Rei, sede de freguesia com alguns apoios ao visitante. Na saída Sul corte à esquerda e vá por Travanca para a Estrada Nacional 101. Siga por um Km a direcção de Mesão Frio e corte à direita para Tolões.

Visite a aldeia rodeada de belos campos de cultivo. Volte à EN 101 e siga em direcção a Amarante.

No Cavalinho vá apanhar a estrada que leva à antiga estrada do Marão-Vila Real. Passe o Rio Carneiro e corte logo à direita.
Chegou a Ovelhinha.

Ovelhinha, belo aglomerado rural próximo de Padronelo e Amarante é ainda conhecida pelo seu famoso pão, que em distantes paragens usa o nome da terra que o faz. O vinho verde é óptimo, tanto o tinto como o branco. A aldeia apresenta uma imponente entrada entre as paredes altas do casario senhorial, passa-se o rio Carneiro e podemonos deleitar com o açude que represa as águas e as deixa escapar por pequenas e borbulhantes cascatas. O casario, construído em granito aparelhado, apresenta várias varandas em madeira. A capela vale a visita e permite ver o conjunto arquitectónico e espelho de água de posição cimeira privilegiada.

Volte à estrada principal, siga a direcção de Padronelo, onde mesmo por baixo do viaduto poderá restabelecer as forças em excelente restaurante e comprar produtos locais, nomeadamente enchidos, presuntos, vinhos e pão que aqui se denomina de Padronelo.

Termina este percurso em Amarante. Cidade com famoso Centro Histórico e banhada pelo Rio Tâmega. Vá ao São Gonçalo de Amarante, Museus, compre a doçaria tradicional, visite as tabernas onde se impõe o Verde Tinto e o presunto, ambos de excelência, enfim, passeie e conheça esta cidade.

Pontos do percurso

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Gráfico da altitude dos pontos do percurso