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Aldeias do Marco - Douro

  • Roteiro das Aldeias do Baixo TâmegaS
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Latitude
41.26963569999999
Longitude
-8.082648800000015

As aldeias deste percurso permitem ao visitante ter uma panorâmica geral sobre esta zona do Baixo Tâmega, a vertente das encostas viradas para o Rio Douro.

As aldeias deste percurso permitem ao visitante ter uma panorâmica geral sobre esta zona do Baixo Tâmega, a vertente das encostas viradas para o Rio Douro.

É um percurso lindíssimo que irá permitir ao visitante conhecer em profundidade os núcleos rurais, o sistema de povoamento característico, e deleitar-se com magníficas vistas sobre o Douro.
Para além destes aspectos mais contemplativos, poderá o viajante praticar desportos ou actividades de ar livre em vários pontos que serão ilustrados no roteiro. A transição de uma zona ainda com características de montanha para o Vale do Douro permitirá optar por escolhas climáticas conforme os gostos individuais. Assim, nos altos a temperatura é sempre mais fresca e à medida que se desce para o Douro esta sobe. Também os ventos mudam, dependente da exposição consoante a sua orientação, sendo no Douro mais amenos e quentes.
Certo é que na zona do Douro existe um microclima de transição entre o atlântico da costa e o mediterrânico do Alto-Douro.

A vegetação local é a prova que o clima influencia a sua existência, deparando-nos com mudanças drásticas dos seus tipos dominantes. No Vale do Douro, até uma altitude de uns 400 metros, temos sobreiros, medronheiros, urzes, estevas, pinheiro bravo e manso, característicos de uma flora mediterrânica. Mais no interior desta zona de visita, e à medida que a altitude sobe e a interioridade se acentua, dominam as giestas amarelas, urzes, pinheiros e o tojo por vezes acompanhado pela carqueja. Assinale-se que na envolvente de Portuzelo existe um imenso medronhal pontuado por sobreiros.

A geologia da zona dita, e sempre o fez, os materiais com que as casas e outros edifícios são construídos.
Imperam os granitos de grão mais ou menos fino e tonalidades mais ou menos pardacentas conforme a formação geológica.

Desta forma, as casas e outras construções têm as paredes em alvenaria de granito e cantaria, as padieiras, soleiras e beirais do mesmo material e por vezes varandas adossadas em madeira.
Normalmente a habitação tradicional tem dois pisos, sendo o térreo reservado para os animais, alfaias, armazéns e adegas e o superior para a habitação humana.
As coberturas são em telha, agora de marselha e lusa, vendo-se ainda algumas na tradicional telha de canudo. As armações dos telhados e a caixilharia exterior são em madeira de castanho ou pinho, usando-se muitas vezes cores vivas nas portas e janelas.

A agricultura e pecuária sempre foram adaptações do homem às condições edafo-climáticas em que a praticava. Aqui as diferenças também se sublinham. Reparem que na zona de Ribadouro/Pala o cultivo de famosas laranjas até lhes deu o nome por que são conhecidas: Laranjas da Pála.
Nessa zona ribeirinha também se cultiva a oliveira e a Vinha com magníficos resultados organolépticos dos verdes de transição. Temos muitas quintas e ainda haveria condições para reabilitar muitas mais que foram sendo usadas para turismo e não para a produção rural... São certamente os tempos actuais de mudanças rápidas e nem sempre certeiras.

À medida em que se faz o roteiro constata-se a transição orográfica da sede de Concelho do Marco de Canaveses até ao espelho de água das albufeiras do Rio Douro. Sobese para a Serra de Montedeiras e daí desce-se para o Vale do Douro.

O povoamento de toda esta zona de visita é ancestral, como em todo o Baixo Tâmega, existindo vestígios de antigos povoamentos pelo menos desde o Neolítico. Os actuais núcleos rurais desenvolvem-se a partir de castros e villas romanas, ainda bem visíveis no cimo de montes e nas ruínas escavadas de Tongóbriga. A idade média, com o seus sistemas de povoamento baseados em Mosteiros e Conventos seguido de perto pelo domínio feudal condicionaram a ocupação humana dos solos e o seu aproveitamento. Como consequência, e reportando-nos à actualidade, o povoamento é disperso, sendo as casas das aldeias descritas em geral espalhadas pelas encostas e várzeas. No entanto, existem núcleos antigos bem consolidados de dimensão varável conforme a sua ocupação humana, onde se podem observar os aspectos mais interessantes para a visita.

A paisagem desta zona de visita é uma razão por si só de aqui chegar e contemplá-la.

Este percurso pode ser feito em todo o tipo de viaturas, excepto a ida a Portuzelo em que convém levar um 4X4 ou um carro alto.

A duração deste percurso será de um ou dois dias completos dependente do pormenor de observação e do gosto por actividades de ar livre do visitante.

O Percurso
Propomos a saída do Marco de Canaveses, toma-se a Estrada para Cinfães e seguem-se as indicações da zona arqueológica do Freixo, mais conhecido por Tongóbriga.

Chegados a Freixo visita-se obrigatoriamente o Centro de Interpretação de Tongóbriga, as Ruinhas, a Igreja e seu Adro e o bonito casario conservado construído em granito e coberto de telha cerâmica. Note-se que Freixo está construído por cima da cidade romana, de modo que em cada quintal, socalco de cultivo e pomar há ruínas dessa época.

De Freixo segue-se a estrada que nos leva ao Douro por Penha Longa.
Passa-se pelo alto da Serra de Montedeiras local aprazível e que dispõe de uma zona de lazer. Faça passeios pela Serra a pé ou em moto quatro ou mesmo em 4X4.
Descubra-a que vale a pena.

Descendo a Serra passa-se por Penha Longa, bonito aglomerado com uma zona antiga dominada pela grande Igreja e seu adro. Tem restaurante simples.

Daqui siga para a esquerda, para Piares, continue a descer o monte e depara-se com o aglomerado do mesmo nome. Existe uma tradicional casa senhorial e um santuário. Daqui podem-se dar passeios a pé subindo a Serra e indo até às gravuras rupestres. Tem restaurante simples.

De Piares para o Rio Douro passe por Paços de Gaiolo, também tem uma zona antiga com Igreja e ruelas muito curiosas.

De Paços de Gaiolo siga para o Rio Douro. Próximo desse Rio tem à direita acesso para a Barragem do Carrapatelo e praias fluviais e à esquerda a zona fluvial da Pála.
Aqui, em Ribadouro, podem-se tomar banhos no Douro e praticar desportos náuticos como a vela e windsurf, ski aquático. Possui Fluvina e cais onde atracam grandes embarcações. Visite, se estiver aberto, o centro de artesanato na ponta do cais. Tem restaurante simples.

Riba Douro é um aglomerado disperso ao longo do Rio e das estradas. Junto à água existem algumas casas antigas muito interessantes e um passeio pedestre que vale a pena fazer.

Siga para Porto Manso, repare nas frondosas laranjeiras e nalgumas construções antigas junto ao Rio Douro. Pare e olhe para a outra margem onde pode ver Porto Antigo na foz do Rio Bestança. Estamos perante uma das zonas mais largas do Rio Douro que aí forma um verdadeiro lago artificial.

Continue para Portuzelo, passando pela estação de caminho de ferro de Mosteirô, onde a linha do Douro inicia o seu percurso ribeirinho até ao Pocinho.

Passe por Ancede onde pode admirar o medievo Mosteiro com o mesmo nome. Aqui tem apoios de uma dinâmica sede de freguesia, restauração, cafés, etc..

Daqui siga a estrada para Tormes e dois Km à frente vire à direita por estradão de terra. Passará pelasruínas do Mosteiro de Ermelo saídas do maior maciço de medronheiros que conhecemos. Visite-o. Vire à esquerda pelo mesmo estradão e chegará a Portuzelo, mesmo junto à água. Passeie a pé nesta pequena aldeia e deleite-se com as vistas sobre o Douro e linha de caminho de ferro.

De Portuzelo volte a Paços de Gaiolo pelo mesmo caminho.

Desde este aglomerado corte à direita, suba a Serra e vá até Fandinhães. Bonita aldeia serrana construída em granito e com interessante núcleo populacional.

Volta-se ao Marco de Canaveses continuando a subir até ao alto da Serra de Montedeiras, vira-se à direita e vai-se pela já nossa conhecida estrada.

Pontos do percurso

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Gráfico da altitude dos pontos do percurso