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Aldeias do Alvão - Marão

  • Roteiro das Aldeias do Baixo TâmegaS
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Latitude
41.26963569999999
Longitude
-8.082648800000015

O percurso das Aldeias das Serras do Alvão e Marão desenvolve-se essencialmente em zonas de montanha, percorrendo ambientes rurais e naturais muito preservados.

O percurso das Aldeias das Serras do Alvão e Marão desenvolve-se essencialmente em zonas de montanha, percorrendo ambientes rurais e naturais muito preservados. Sugere-se a utilização preferencial de um veículo todo o terreno ou, pelo menos, um automóvel alto. Caso não seja possível, o viajante terá que fazer largas distâncias entre algumas das aldeias.

Trata-se de um traçado turístico, onde os viajantes podem contemplar paisagens de grande beleza e usufruir da vida das aldeias, convivendo com os seus simpáticos habitantes.

Este circuito integra visitas ao Parque Natural do Alvão, uma zona ambientalmente protegida. É um maçiço maioritariamente granítico, repleto de água, onde abundam os xistos e granitos, muito utilizados nas construções das aldeias.

Também percorre a parte Oeste da Serra do Marão, onde são visíveis grandes manchas graníticas e xistosas, estendendo-se entre os rios Tãmega (Oeste) e Douro (Sul). Está classificado como Rede Natura 2000 – Sítio de Alvão / Marão.

As aldeias serranas, na sua maioria construídas sobre as encostas e junto a rios ou riachos, estão habitadas e preservam a sua identidade tradicional, onde predominam as construções de dois pisos, umas em xisto outras em granito, com coberturas diversas, como a telha e lousa. É comum encontrarem-se as casas de granito rebocadas ou em alvenaria.

Geralmente as aldeias localizam-se junto aos principais acessos viários que atravessam as Serras, nalguns casos dividindo-as em dois núcleos. Noutras situações, as construções alongam-se ao longo das vias (mais raro) mas sempre numa organização de povoamento muito concentrado.

Encontram-se nestas aldeias muitos núcleos preservados, respeitando as características das construções originais. Também há exemplos de antigas habitações, que actualmente servem apenas de abrigos para gado.

As casas são maioritariamente para habitação. É comum, existir no primeiro piso a habitação e no piso térreo as instalações para o gado (cortes ou lojas) ou para garagens.

São visíveis nas aldeias, fruto da sua natural evolução, algumas habitações de características mais modernas e de maior dimensão, que utilizam outro tipo de materiais.
Nalguns casos, pertencem aos filhos da terra que emigraram.

O viajante encontrará nestas aldeias alguns elementos de utilização colectiva e/ou pública, sendo os mais comuns a Igreja ou Capela, os Cafés, os Fontanários, os Tanques, as Escolas e as Sedes das Juntas de Freguesia.

Nas proximidades das aldeias encontram-se campos de cultivo, normalmente lameiros, que servem para a produção da agricultura de subsistência e para pastagens. Também são visíveis muitos terrenos baldios.

Sugerimos que o percurso das 14 aldeias seja realizado de Norte para Sul, partindo da zona mais a Oeste do Parque do Alvão, ou seja, a partir Sede de Concelho de Mondim de Basto, pela estrada nacional 312-1, em direcção a Vilar de Ferreiros (sentido Vila Real).

Saindo de Mondim de Basto, partese em direcção à Freguesia de Bilhó, para se visitar a primeira aldeia do percurso, Travassos (26). Em caso de dúvidas, sugere-se que o viajante pergunte, pois nalguns casos não existem placas identificativas e de orientação.

Durante este percurso será possível observar zonas rurais preservadas e também o Alto da Senhora da Graça, que nos acompanhará durante muitos quilómetros nesta viagem. Também é permanentemente visível o Parque Natural do Alvão.

Em Vila de Ferreiros segue-se em direcção a Vilarinho. Após Vilarinho, corta-se à esquerda em direcção á aldeia recuperada de Travassos. É uma Aldeia de Portugal.

Depois de visitar Travassos retorne à estrada anterior e siga em direcção a Bilhó. Passe Bilhó, e siga em direcção ao Fojo, um entroncamento que dá acesso por Carvernelhe à aldeia típica de Varzigueto (27).
Visite esta linda aldeia do Parque Natural do Alvão.

Retorne ao Fojo e, sobre a esquerda, siga a indicação das Fisgas do Ermelo. Pare no largo, e siga a pé para observar a fantástica e imponente queda de água do Rio Olo.

“Voltada para as terras de Basto corre, em profundo sulco, o Rio Olo, que provém da Serra do Alvão, das chamadas Lamas de Olo. Daí, o riacho desce, de repente, em alvíssimas cascatas. São as Fisgas do Olo (Ermelo). Contorcendo-se entre volumosos relevos, ora escalvados, ora arborizados, o afluente, junta as suas águas, em Fridão, com as do Rio Tâmega.”
In Guia de Portugal, Vol. V, Trás-os-Montes e Alto Douro - Tomo I Vila Real, Chaves e Barroso. Pág.258, 2ª Edição. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1987

Volte novamente ao entroncamento do Fojo e siga, agora, também pela esquerda em direcção à aldeia de Ermelo (28).

Desfrute das vistas e da paisagem natural do parque...

Após alguns quilómetros vai-se encontrar a estrada nacional 304, que vem de Mondim de Basto em direcção a Vila Real e que passa pela aldeia de Ermelo.
No cruzamento, corte à esquerda.
Junto a esse cruzamento tem um pequeno parque de merendas.

Após o cruzamento encontra, do lado direito, uma pequena estrada que dá acesso à Ponte Medieval sobre o Rio Olo, são apenas alguns metros. Não perca a oportunidade, desça, e faça a visita.

Trata-se de um Imóvel de Interesse Público. É uma ponte de cavalete, com um único e amplo arco de volta perfeita. As aduelas são largas e muito regulares. As margens junto da ponte estão consolidadas com paredões de cantaria de granito. As aduelas são largas e muito regulares. (DGEMN, IPPAR)

Volte novamente à estrada principal, e corte à direita. Do lado direito, sobre a encosta consegue-se observar a aldeia de Ermelo.
Quando se aproximar da aldeia, corte à esquerda em direcção ao centro.

Aqui vai encontrar, ao longo da estrada, dois grandes núcleos de casas típicas preservadas. São habitações de xisto, com coberturas de lousa.

Mais à frente, depois da Igreja e junto ao café, já no segundo núcleo, encontra-se do lado direito, junto à parede da Junta de Freguesia, o Pelourinho de Ermelo.

Ermelo possui um centro de artesanato, mas nem sempre se encontra aberto. Pergunte aos habitantes se há possibilidade de ser aberto nessa altura para fazer a visita. Também existe nesta aldeia um Centro Comunitário.

Após a visita a Ermelo continue pela estrada nacional 304, sobre a direita, em direcção a Vila Real.

Siga essa estrada, durante alguns quilómetros, até encontrar uma indicação, do lado direito, que refere Pardelhas (29).


Continue por essa estrada até à aldeia. Trata-se de mais um núcleo rural, típico, rodeada pela montanha e alguns campos para cultivo e pasto.

As casas são maioritariamente de xisto, com coberturas de lousa. Também se podem ver alguns espigueiros.

A partir desta aldeia, segue-se em direcção a Canadelo (30) no Concelho de Amarante. Caso, não possua um veículo todo-o-terreno aconselha-se que retorne a Mondim de Basto ou siga em direcção a Vila Real.

A ligação para Canadelo faz-se por entre os montes, nalgumas zonas em pisos de terra batida e cascalho, seguindo o sentido de Fridão.

Em Fridão, por estrada asfaltada, segue-se a orientação Olo. Passase a ponte sobre o Rio Olo, e chegando ao cruzamento de Olo, corta-se à esquerda para Canadelo.

Segue-se em frente, em direcção à aldeia. Chegando ao largo, junto à Igreja, estacione e visite-a.

Trata-se de uma Aldeia Preservada, tal como é indicado na sinalização explicativa existente nesse largo.

Aqui encontram-se várias tipologias de habitação, na sua maioria de dois pisos, umas em xisto outras rebocadas.

Se possui um veículo todo-oterreno, sugere-se que continue o percurso pela parte norte da aldeia, atravessando os montes, em direcção à aldeia de Covelo do Monte (31), na Freguesia de Aboadela.

Se não, terá que voltar a Olo e no cruzamento, sobre a esquerda, seguir a indicação de Aboadela.

Pelos montes, em terra batida, a viagem torna-se mais interessante uma vez que a paisagem permite desfrutar de um ambiente natural muito bonito e com vistas sobre o Alvão e a Sr.a da Graça.

Quando alcançar o piso de asfalto, corte à sua direita e siga em frente encontrando-se logo em seguida a aldeia de Covelo do Monte, que se localiza mesmo à face da estrada.

A maioria das casas deste pequeno núcleo são rebocadas, mas é possível observar algumas habitações de xisto e com cobertura de lousa.

O grupo de habitações mais próximas do rio Ovelha é o mais típico. Aqui podem-se observar vários campos de cultivo, na sua maioria em socalco.

Volta-se à estrada principal e corte à esquerda. Ao longo da estrada continuará a ver algumas casas típicas e terá oportunidade para observar a tipologia do núcleo integrado na paisagem.

A envolvente rural e natural da estrada que vai percorrer até Rua é muito agradável.

Continue, então, a percorrer o percurso em direcção a Aboadela para a Aldeia Preservada de Rua (32).

Esta aldeia localiza-se logo a seguir à rotunda que dá acesso ao IP4.
Contorna-se a rotunda e segue-se em frente. Aí, depara-se no imediato com a capela da aldeia.

Estacione o carro no largo junto à Capela, à face da estrada e visite a aldeia. Junto à capela, do lado do café, tem um pequena rua, recuperada, que dá acesso ao Rio Ovelha. Percorra-a.

Nessa rua verá um painel que identifica o programa comunitário que financiou a recuperação da aldeia, o AGRIS.

Aqui, observam-se casas em granito, de dois pisos, algumas com telha Lusa. Nalguns casos foram recuperadas para habitação noutros para equipamentos de utilização colectiva, como são exemplos os edifícios do centro Comunitário e do Jardim de infância.

Junto ao Rio Ovelha, existe um pelourinho.

Depois da ponte, encontra-se uma zona fluvial tratada, com um bar (aberto durante o Verão) e um espaço de lazer para merendas. Aí também existe um fontanário. É um sítio muito agradável.

Aí existe uma placa explicativa da aldeia e do percurso pedestre que a atravessa, a Rota de S. Bento.

Depois de visitar a aldeia de Rua, segue-se em direcção a Murgido (33).

De Rua a Mafamodes irá conhecer o Sul da serra do Marão no Baixo Tâmega.

Os solos xistosos e com evidentes transições geológicas, afloramentos e falhas, irão permitir uma diversidade de materiais de construção das casas das várias aldeias, sendo umas com as paredes em granito e coberturas em lousa e outras com exteriores em xisto de cor térrea cobertas por telha cerâmica.

Neste belíssimo percurso saindo de Rua passará o IP4 e tomará a antiga estrada nacional para Vila Real.Siga as indicações e corte à direita para Murgido. Será sempre a subir por densa mata até Murgido.

Murgido é uma grande aldeia, em que ainda se podem ver muitos edifícios tradicionais de granito cobertos a lousa.

A paisagem é magnífica, vendo-se bem o carácter altivo do Marão. O aglomerado encontra-se rodeado por campos e lameiros, tem muita vida e uma situação bem marcada na orografia.

Daqui siga para Granja, Póvoa e Cimo de Vila. São três aldeias tradicionais localizadas em envolventes muito atractivas.

Volte a Murgido e continue a subir a Serra do Marão sempre por estradão. Vá em direcção a Mafomedes, atravesse zonas florestais bonitas, planaltos despidos e comece a descer acompanhado pela abrupta rudeza do Marão. Quando se deparar na sua frente com elevada parede geológica saberá que bem lá no fundo encontrará a aldeia de Mafomedes.

Mafomedes é uma aldeia com uma fantástica localização. O casario é de paredes de xisto e as coberturas são de telha cerâmica. O núcleo actual apresenta-se como há séculos, mas sendo a aldeia viva poderia ser pensado o contrário.
Vive-se da criação de gado ovino e caprino e de uma agricultura familiar. Destaque para a presença de simpáticos cães da raça Podenga, aqui criados para venda a caçadores de todo o país.

De Mafomedes siga o estradão de saída pela esquerda e vá até à EN 101 tomando depois a direcção de Amarante onde termina o percurso.

Pontos do percurso

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Gráfico da altitude dos pontos do percurso