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Igreja de Santo André de Telões

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Igreja teloes 1 538 300

Igreja de Santo André de Telões

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Morada

EN15 ao Km 54,5, virar para N. em direcção a Telões pela EM 515 até ao Lug. do Mosteiro

Lugar: Mosteiro
Freguesia: TELÕES
Concelho: AMARANTE


4600-757

Telefone
+351 255 810 706
Telemóvel
+351 918 116 488
Latitude
41.31012740295831
Longitude
-8.108100680881535

Implantada num outeiro sobre o vale, a Igreja de Telões parece confirmar a sua origem na Granja Real que a lenda diz ter sido tomada ao neto do rei mouro nas refregas da Reconquista.
Acrescenta o anónimo narrador que sendo um dos senhores da dita quinta o piedoso fidalgo Rodrigo Froiaz, este ali mandou erguer um mosteiro, onde pôs como primeiro abade D. Gusmão Pais, tudo no ano de 887.

Embora a data coincida com o avanço estratégico de D. Afonso III das Astúrias (848-910) até à linha do Douro, não existe documentação que possa confirmar o ato fundacional nem sequer a indicação do primeiro abade.

Todavia, dada a persistente interferência, nos séculos seguintes, do poder senhorial em Telões, podemos integrá-lo no conjunto de igrejas ou mosteiros familiares, abundantemente instituídos a norte do Douro até ao século XI.

Embora os inquiridores de D. Afonso II (1220) e os de Afonso III (1258) apresentem o Mosteiro de Telões afeto à Terra ou Julgado de Basto, pouco menos de século e meio adiante, em 1320, os recebedores régios indicam-no na pertença da Terra de Sousa, sendo então titulada como Igreja de Tolões.

Em meados do século XVI e não obstante o título de Mosteiro que lhe dá João de Barros, estava perfeitamente consolidada a condição paroquial da Igreja, desapossada do espaço monástico – embora nominalmente permanecesse a memória do mesmo.

A Igreja de Telões foi, ao longo de todo a sua existência, profundamente transformada, sendo na cabeceira que se conservam os principais vestígios da época românica.

As transformações são visíveis nos paramentos da nave, na edificação da galilé, na sacristia ou na abertura de janelões retangulares nas paredes laterais do corpo e da abside durante a Época Moderna.

Mas foi no século XVI que se operou uma das mais significativas transformações nesta Igreja, dela resultando uma ampla campanha de pintura mural, sendo que atualmente restam, desta campanha, pequenos trechos visíveis na parede testeira da nave e na abside.

Na primeira, uma cena da Natividade, sobreposta a uma camada anterior, que tem sido atribuída à oficina identificada com a do Mestre Delirante de Guimarães. Por seu turno, na parede fundeira da abside e suas adjacentes, estão ocultas pelo retábulo-mor neoclássico, ao centro da composição, a figuração de Santo André, de que se veem ainda na parte baixa da pintura os seus pés descalços, parte da sua túnica e a cruz do seu martírio, encimado por anjos segurando contas dispostas ao modo de grinalda.

Acontece, porém, que nos séculos XVII e XVIII estas pinturas foram substituídas por novos altares com seus retábulos, reflexo das novas invocações que se impunham e que em parte ainda hoje persistem: no retábulo-mor, nos dois colaterais (de cronologia anterior e maneiristas) e nos dois laterais, embutidos em arcos abertos no paramento (o do lado norte em estilo nacional e o outro em estilo joanino).

Mais informações:

www.rotadoromanico.com