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Igreja de Freixo de Baixo / Igreja de Salvador

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Mosteiro freixo baixo 1 538 300

Igreja de Freixo de Baixo / Igreja de Salvador

Mosteiro freixo baixo 1 139 90
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Morada

Lug. do Mosteiro

Lugar: Mosteiro
Freguesia: FREIXO DE BAIXO
Concelho: AMARANTE


4600-612

Telefone
+351 255 810 706
Telemóvel
+351 918 116 488
Latitude
41.299258928157755
Longitude
-8.122491309626753

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A origem do Mosteiro de Freixo de Baixo é anterior a 1120 e enreda-se nos habituais patrocínios familiares, como assinala o autor da Corografia Portuguesa em 1706: "fundado pelos annos de 1110 por Dona Gotinha Godins, mulher de Dom Egas Hermigis o Bravo, sogros de Dom Egas Gozendes, que viveo em tempo delrey Dom Afonso o Sexto".

Menos certeza demonstram os cronistas dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, nomeadamente o padre D. Nicolau de Santa Maria (?-1675) quando, para explicar a origem dos Mosteiros de Mancelos e de Freixo de Baixo cita apenas a bula de Calisto II (p. 1119-1124) e acrescenta que "não temos mais notícias".

Implantado num vale onde se demarcavam os concelhos de Santa Cruz de Ribatâmega e de Basto e por onde, ainda no século XVIII, circulava uma grande parte do trânsito entre o Minho e Trás-os-Montes, Freixo de Baixo foi, em 1540, anexado (juntamente com o seu curato de São Miguel de Freixo) ao convento dominicano de Amarante.

Embora profundamente alterado durante a Época Moderna e alvo de uma significativa intervenção de restauro realizada entre 1941 e 1958 que procurou devolver a Freixo de Baixo aquilo que se considerava ser o seu "estilo primitivo", o conjunto monástico remanescente é ainda hoje extremamente significativo no quadro do românico do vale do Tâmega.

A persistência dos alicerces da primitiva galilé e de vestígios do primitivo claustro, juntamente com uma possante torre sineira, dão a este conjunto uma monumentalidade e uma legibilidade pouco comuns no panorama da arquitetura românica portuguesa.

No seu interior impera a sobriedade, com paramentos lisos e despojados, sobressaindo o granito em toda a sua exuberância. A linguagem classicizante do arco triunfal denuncia desde logo a intervenção que na Época Moderna renovou a capela-mor e parte da nave.

Digna de destaque é a pintura a fresco que, embora hoje esteja colocada sobre suporte móvel, se pode apreciar na parede norte da nave. Trata-se de uma cena da Epifania do Senhor (Mateus, 2: 1-12), atribuída à oficina liderada pelo Mestre de 1510 responsável, também, por pinturas em São Mamede de Vila Verde (Felgueiras) e em São Nicolau de Canaveses (Marco de Canaveses).

Ainda que, ao longo do século XVIII, tenha havido uma série de intervenções efetuadas na Igreja com vista à sua conservação e atualização estética, delas apenas resta hoje parte do retábulo-mor, em talha do estilo barroco nacional, com que se casaram um trono, predela e frontal de altar mais recentes.

Mais informação:

www.rotadoromanico.com