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Executivo baionense preocupado com a falta de médicos no concelho

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O presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira e o vice-presidente, José Pinho Silva, reuniram na última quinta feira, 30 de janeiro, com o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, Carlos Nunes, para lhe dar conta das preocupações do executivo quanto à falta de médicos que sucessivamente se tem vindo a verificar no concelho. A situação tem causado diversos constrangimentos à população que se vê obrigada, por necessidade, a deslocar-se ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa quando, na maioria das vezes, era possível resolver a situação em Baião.

Não tendo a autarquia competências em matéria de colocação ou contratação de médicos, ainda assim, Paulo Pereira e Pinho Silva deram conta de todos estes constrangimentos a Carlos Nunes, a quem pediram contributos para a resolução da situação.

Consciente do problema, Carlos Nunes reconhece alguma dificuldade na alocação de médicos no Serviço de Atendimento Complementar.

Já na Unidade de Saúde Familiar, onde 5 clínicos integram o quadro, apenas três têm estado a atender os munícipes, em virtude dos outros dois terem questões de ordem pessoal que os obrigam a estar temporariamente afastados do serviço.

A reunião serviu também para se falar dos incómodos que se têm verificado nas extensões de saúde onde os serviços não têm funcionado com normalidade, faltando pontualmente clínicos em virtude da possibilidade de mobilidade aquando da abertura de concursos para aproximação às áreas de residência dos mesmos. “Quando tal acontece, o lugar fica a aguardar a colocação de novo clínico, processo que segue os tramites normais de acordo com a Lei”, disse Carlos Nunes a Paulo Pereira e Pinho Silva, garantindo que a situação está a ser acompanhada com especial atenção, no sentido de se poderem resolver estes problemas com a máxima brevidade.

Recorde-se que, num contexto de encerramento de vários Serviços de Atendimento Permanente, na legislatura governativa anterior, a Câmara de Baião assumiu os custos com os médicos, para que não ocorresse o encerramento “da urgência” durante a noite em Baião, num investimento que rondou os 45 mil euros anuais.

Também é a Camara Municipal de Baião, numa parceria com o Centro de Saúde de Baião, que mantêm a funcionar a Unidade Móvel de Saúde, que percorre todo o concelho levando cuidados básicos de saúde às populações. Só em 2019 foram feitos 5081 atendimentos a quem deles precisou.

Ainda recentemente, com vista à melhoria da qualidade de vida da população, o Município de Baião aderiu ao projeto “Saúde Oral Para Todos”, o que permitiu, através de um protocolo de colaboração com a ARS Norte a criação de um consultório com médico dentista no Centro de Saúde de Baião.

Através do protocolo estabelecido, o município de Baião suportou o investimento no equipamento necessário para a criação do consultório - cerca de 40 mil euros - enquanto que o Ministério da Saúde é o responsável pela colocação dos recursos humanos.

José Pinho Silva, que também tutela o pelouro dos Assuntos Sociais, deixou a garantia de que, “pela melhoria da qualidade de vida dos baionenses, a autarquia continuará disponível, como sempre esteve, para cooperar com o Governo no que diz respeito aos cuidados de saúde, insurgindo-se sempre que os direitos dos munícipes aos cuidados de saúde sejam postos em causa”.

O edil baionense, naturalmente preocupado com a falta de médicos e, vendo-se impedido de tomar outras diligências por enquanto, lembrou que as câmaras desempenham, ao nível local, um papel preponderante, no âmbito do bem-estar das populações”, garantindo que tudo fará para ser “voz ativa na resolução urgente desta problemática que atravessa várias regiões do país, onde Baião não é exceção”.