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Biscoito da Teixeira é o segundo classificado do distrito do Porto nas 7 Maravilhas Doces de Portugal

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O anúncio oficial foi feito a 17 de julho, quarta-feira, por Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos, na RTP: o Biscoito da Teixeira é oficialmente o segundo classificado distrital do concurso "7 Maravilhas Doces de Portugal".

O doce baionense deixa para trás o Pão-de-ló de Margaride (Felgueiras), o Sarrabulho Doce (Lousada), a Sopa Seca de Valongo (Valongo), as Cavacas de Margaride (Felgueiras), e o Leite-creme (Lousada). Só os Jesuítas, de Santo Tirso, levaram a melhor, ao conquistar o título do melhor doce do Distrito do Porto e a passar de forma direta às meias-finais do concurso da televisão pública que quer encontrar as 7 Maravilhas Doces de Portugal.

Cada um dos 18 distritos de Portugal Continental e das duas Regiões Autónomas estão atualmente representados, cada um, por sete doces, que serão apresentados em programas televisivos, na RTP.O programa onde o primeiro lugar do distrito do Porto foi conhecido aconteceu a 16 de julho e teve transmissão em direto na RTP, a partir do Cais de Gaia, para todo o mundo.

Nesse dia, uma claque de 70 pessoas, composta por alunos das escolas Byondance e Liliana Castro torceram pelo Biscoito em direto e, junto com Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, António Mota, escritor, Jorge Rodrigues, autarca da freguesia de onde o doce é originário, Sónia Pereira, detentora da marca “Biscoito da Teixeira, e a população baionense, o doce foi apresentado ao público de forma entusiasta. Era um dia decisivo. Só o primeiro lugar tinha entrada direta nas meias-finais. O Biscoito acabou por conquistar o segundo lugar, o que deixou a equipa feliz, tendo em conta que o

Concelho de Baião é o mais pequeno em termos de densidade populacional em comparação com os outros 6 municípios do Distrito do Porto a concurso, o que demonstra o carácter nacional deste doce.

Nada está perdido, ainda. O Regulamento indica que dia 16 de agosto vão ser repescados os 8 melhores segundos classificados, em 20, e que esses 8 vão às meias-finais em igualdade de circunstâncias com os primeiros classificados. É nesse patamar que se encontra o Biscoito neste momento.
Nas últimas semanas a Câmara Municipal de Baião, a par com a União de Freguesias de Teixeira e Teixeiró, desenvolveu uma intensa ação de marketing como objetivo de dar a conhecer o Biscoito a quem, eventualmente, ainda não tivesse ouvido falar dele. Esta ação envolveu a produção do Maior Biscoito da Teixeira do Mundo e a realização de um vídeo que, publicado há poucos dias, já ultrapassou as 200 mil pessoas alcançadas.

O maior Biscoito da Teixeira do mundo pesou 100 kilos e foi degustado por 300 pessoas. Mediu 11 metros. Para a sua confeção foram precisos 50 quilos de farinha, 30 quilos de açúcar, 5 quilos de limão, 5 quilos de fermento e 4 quilos de sal e a ajuda de 10 pessoas.

O Biscoito da Teixeira é um doce regional muito popular no norte de Portugal, maioritariamente na região do Douro. É um bolo com formato retangular e de consistência compacta, não muito doce, mas viciante, tendo um sabor intenso e característico, derivado do uso do limão. Conserva-se por muito tempo, mesmo à temperatura ambiente. É considerado um bolo ligeiro e tem a particularidade de não levar ovos, facto que costuma intrigar os apaixonados por este doce, e pode ser degustado junto com vários produtos, como é exemplo o fiambre, queijo, presunto, salpicão, mel, compotas, chocolate ou chouriço.

Cai bem, também, acompanhado com o vinho verde da Casta Avesso, rainha da região de Baião.

A receita é oriunda da localidade com o mesmo nome, no concelho de Baião, a Teixeira, onde vive Sónia Pereira, que ainda o produz e o faz chegar a festas e romarias de todo o país e ao estrangeiro. Embora não se consiga determinar ao certo a sua origem, os testemunhos orais apontam para que seja uma receita com mais dois séculos, passada de geração em geração e de romaria em romaria. Conta-se, ainda, que o biscoito da Teixeira estaria associado a origens humildes, atendendo ao uso de poucos ingredientes na sua confeção e ao facto de ser vendido em festas populares.

O biscoito da Teixeira mais comum encontra-se à venda em qualquer feira, festa ou romaria da região do Douro. É um doce tão popular nesta região que há mesmo um ditado que o refere, ao comparar uma pessoa que aparece em todo o lado com o biscoito da Teixeira, também ele omnipresente.

António Mota, escritor de Baião, que inclusivamente escreveu sobre o Biscoito no livro “Andarilhos em Baião” de 1989, é o padrinho do doce.