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Serra da Aboboreira tem um dos trilhos mais incríveis e mágicos de Portugal

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O percurso pedestre pela Serra da Aboboreira dura quase sete horas e passa por florestas, montanhas e conjuntos megalíticos.

 

Baião é conhecido por vários motivos e todos são bons: é uma terra ligada à natureza, tem comida típica maravilhosa, bom vinho e o motivo por que estamos a escrever este artigo: os trilhos da Serra da Aboboreira. Este percurso passa por algumas das paisagens mais incríveis de Portugal e por várias aldeias escondidas ao longo das encostas do Marão. E ainda tem a água potável que corre na Fonte do Mel.

Este trilho é longo, tem 20,61 quilómetros de dificuldade moderada. Mas exige algum esforço físico, já que demora, em média, 6 horas e 44 minutos a completar.

A aventura começa e acaba em Almofrela, mais especificamente na Tasquinha do Fumo – o local ideal para se abastecer antes da viagem. Aqui, o ambiente é rústico e a comida ainda é preparada em potes de barro e panelas de ferro.

Depois, o percurso segue para o Centro Hípico de Baião, reconhecido com o estatuto de interesse público municipal desde 2005. A estrutura, com um picadeiro ao ar-livre e outro no interior, assegura aulas de equitação e passeios turísticos a cavalo, assim como uma vertente de hipismo terapêutico.

Passando pela Igreja Matriz de S. João de Ovil, pode observar-se parte de um friso românico. A partir daí, o percurso segue pela Serra da Aboboreira onde existe um conjunto megalítico que juntou vários povos há cerca de cinco mil anos. Pode ainda ver o Dólmen de Chã de Parada, monumento nacional desde 1910, e refrescar-se na Fonte do Mel, com uma decoração simples do século XIX. Segue-se outro dólmen, o de Meninas do Crasto, com uma construção dos inícios do século IV AC.

Se por algum motivo se perder, a aventura pode tornar-se mais excitante. Siga até ao batólito Pedra do Sol (uma grande massa rochosa) que funciona como um relógio de sol. Ao chegar ao alto da serra, junto da capela da Senhora da Guia, encontra uma das vistas mais magníficas sobre a região.

Em Outeiro do Ante pode ainda ver mais dois monumentos megalíticos de características diferentes, de onde seguirá para o Outeiro de Gregos 2 e 3 e, finalmente, terminará na aldeia de Almofrela. Tem um aglomerado agrícola de prados, de casas tradicionais, eiras, espigueiros e levadas.

A meio do trajeto, se as condições climatéricas permitirem, pode ainda descansar sob os castanheiros e refrescar-se nos arredores, em rios com ligeiras cascatas.

Há quem diga que é uma terra mágica de montanhas e rios. Baião foi o cenário real e fictício que inspirou Eça de Queirós a escrever “A Cidade e as Serras” e um local pelo qual se apaixonou tanto pelas vistas como pelos sabores, como descreve no livro.

Aliás, se ainda tiver tempo, passe pela Fundação de Eça de Queirós, na casa de Tormes.

 

Pode consultar o percurso em:

https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/trilhos-de-baiao-pr1-florestas-naturais-e-pr4-dolmens-9149386

Fonte: 4men.pt